O vi então no fundo do poço
cavando a procura de mais
à deriva a procura de um cais
por onde olho é onde estás
És o chão onde pisa
e a agua que lava
Quando em quando desliza
era o que lhe matava
foi quem disse não cheira, mas fede
só que agora nada o impede
Toma e sente o que nunca se mede
vil beleza que às outras excede
Sinto tanto entrar tão assim
como quem não queira nada de mim
E agora se banha na essência do amado
sem mostrar o sangue derramado
sem gritar à ele ao seu lado
sem passar ao mundo seu recado
E lá se foi novamente
como que por gosto do escárnio
segue o barco outra vez
depois de tudo o que fez
nem pensa e vai com rapidez
o vagido recobre sua tez
pois quando vê-se não é tão assaz
e condena energia voraz
por saber como é que se faz
vive a angústia e quer viver mais.
(MACHADO, Marco.)
sábado, 24 de junho de 2017
Flor de Lis
Belas rosas são o que tenho
ainda por brotar eu acredito
Para lhe entregar é que aqui venho
faz brilhante esse penhor, faz erudito
Na troca só o teu amor, eu admito
Se me der o que preciso serei feliz
Quando me salva, Eu Te Amo flor de lis
Mas se me negar, azul anil
pois se me mata é de afogado no teu rio
Quão incrível pode ser fazer nascer amor
em solo infértil que o vazio consumiu
Espanta suavemente o frio em teu calor
apaziguador é o ardor que da dor nos eximiu
Quero um beijo de amor do amor que me consome
receber felicidade do remetente com teu nome
Meu eu mendigo e miserável perto de ti não sente fome
quando é pura sede que me leva tão direto ao telefone
O que lhe falta eu te transbordo
se por querer assim me tome
Como tua guarda eu ousarei
um sentinela ao microfone
qual prisioneiro viverei
ao me aceitar te amarei
pois de outrem jamais serei
O que dirá apenas usar teu corpo
como se faz a qualquer outro
Mas conhecer teu universo
te admirando tão de perto
Minha certeza é que te amo por completo
de resto o mundo é muito incerto.
(MACHADO, Marco.)
ainda por brotar eu acredito
Para lhe entregar é que aqui venho
faz brilhante esse penhor, faz erudito
Na troca só o teu amor, eu admito
Se me der o que preciso serei feliz
Quando me salva, Eu Te Amo flor de lis
Mas se me negar, azul anil
pois se me mata é de afogado no teu rio
Quão incrível pode ser fazer nascer amor
em solo infértil que o vazio consumiu
Espanta suavemente o frio em teu calor
apaziguador é o ardor que da dor nos eximiu
Quero um beijo de amor do amor que me consome
receber felicidade do remetente com teu nome
Meu eu mendigo e miserável perto de ti não sente fome
quando é pura sede que me leva tão direto ao telefone
O que lhe falta eu te transbordo
se por querer assim me tome
Como tua guarda eu ousarei
um sentinela ao microfone
qual prisioneiro viverei
ao me aceitar te amarei
pois de outrem jamais serei
O que dirá apenas usar teu corpo
como se faz a qualquer outro
Mas conhecer teu universo
te admirando tão de perto
Minha certeza é que te amo por completo
de resto o mundo é muito incerto.
(MACHADO, Marco.)
quarta-feira, 14 de junho de 2017
Quiçá
Anote a morte
Do corte um esporte
Nem viu o decote
Fitando do norte.
Se três forem os risos
Iguais se dão em fracasso
Paródia de um corpo liso
Verdades no meu embaraço
É uma dor simples por ser
Quanto mais onde tudo que eu posso ver
Ver onde deveria sentir
Ver onde é necessário crescer
Unir-me-ei então dentro do fim
Refazendo tudo dentro de mim
A ruína que eu construí
Toda a força que exauri
Quiçá pelo menos assim
O liberte de uma vez para enfim...
(Machado. Marco)
Do corte um esporte
Nem viu o decote
Fitando do norte.
Se três forem os risos
Iguais se dão em fracasso
Paródia de um corpo liso
Verdades no meu embaraço
É uma dor simples por ser
Quanto mais onde tudo que eu posso ver
Ver onde deveria sentir
Ver onde é necessário crescer
Unir-me-ei então dentro do fim
Refazendo tudo dentro de mim
A ruína que eu construí
Toda a força que exauri
Quiçá pelo menos assim
O liberte de uma vez para enfim...
(Machado. Marco)
Mau Amigo
E aonde foram todos?
Todos os sorrisos de felicidade?
Todos os olhares em igualdade?
Toda a paz da loucura?
Nebulosa, se esconde em utópica escultura
Não quer se apresentar num mundo de usura
Fadado a não ver que o todo é tortura
Ignorante por prazer não ouve o grito de desespero que murmura.
Ora, tome tento desse peito
Sofredor que não tem jeito
Se afogando no seu leito
Lágrimas são seu único feito.
Adeus amigo do azar
Não queremos mais te olhar
O teu choro é nauseante
O teu olhar é penetrante
E eu não quero mais chorar.
(Machado. Marco)
quarta-feira, 7 de junho de 2017
Perfume Sem Voz
O cheiro da vida me remete ao teu nome
É flor da minha lida que passa e some
Revivem o azul de pensar em você
Me dizem de novo como quero te querer
Como se os dias de dor valessem a pena
Pelo conforto que encontro em feições tão amenas
Tudo é para mim... para mim apenas.
O porquê eu não sei, aquela dor que antes sentia
A remeto com penosa alegria
De ter vivido, sentido e presenciado
Constante jamais foi silenciado
Mas assim caminha sempre ao meu lado
Um montante de amor
Para sempre calado.
(Machado, Marco.)
É flor da minha lida que passa e some
Revivem o azul de pensar em você
Me dizem de novo como quero te querer
Como se os dias de dor valessem a pena
Pelo conforto que encontro em feições tão amenas
Tudo é para mim... para mim apenas.
O porquê eu não sei, aquela dor que antes sentia
A remeto com penosa alegria
De ter vivido, sentido e presenciado
Constante jamais foi silenciado
Mas assim caminha sempre ao meu lado
Um montante de amor
Para sempre calado.
(Machado, Marco.)