Não foi meu parceiro
Não foi meu amor
Foi a esperança
Foi meu algoz
Foi a mentira em que eu acreditei por necessidade
A idéia de que a boa intenção constrói o bom coração
Errado eu estive em acreditar no incerto
Mas a morte não espera as provas de merecimento
E os caminhos são inigualáveis
O sabor do vento tem tempero de poluição
A guerra tem marcas e cicatrizes
Mas não tem remédios que aplaquem suas consequências
O produto que nós nos tornamos no caminho é a alquimia das escolhas
Faça o seu com xarope ou com sangue
Ainda assim alguém não verá o sol nascer pela manhã
É a liberdade enjaulada pela cegueira e pela ganância de almejar o que não difere dos instintos primitivos
(MACHADO. Marco)