quinta-feira, 30 de março de 2023

Baile Ancestral

Sacodes da tua objeção
Não aceitas? sim é sim e não é não
Seguindo a frequencia do baile ancestral
Tuas lágrimas escorrem pelo meu punhal
Os risos e gritos tremulam ao vento
Nas noites utópicas do teu quintal
Sugerem vem vindo um novo tormento
Mas nada que possa te fazer mal
Teu busto, teu nome e teu vinho
São portais abertos de um mundo imortal
E os que tiver que deixar no caminho
São os que te fizeram o ser ideal
Expresso então ao ser atento por favor
Não corroi a tua bela alma com venenos
Pois nem mesmo todo um mundo de horror
Não é capaz de me fazer amar menos
(MACHADO. Marco)

segunda-feira, 27 de março de 2023

Nos Braços de Pachamama

Voando nas asas de um pássaro
Nos braços de Pachamama
Sentindo o ar fresco no rosto
Mormaço no corpo
A paz e a união
Sentindo a presença divina
Transborda e fascina o meu coração
Confio na cor dessa cura
No toque a ternura e uma linda canção
Voando nas asas de um pássaro
Nos braços de Pachamama
Eu ví os meus antepassados
Todos abraçados no meu despertar
Achei a centelha divina
Brilhou a chama trina e eu ouvi soar
Olhei para dentro de mim
E encontrei enfim o meu caminhar
Voando nas asas de um pássaro
Nos braços de Pachamama
(MACHADO. Marco)

quinta-feira, 23 de março de 2023

Entrega

O que sabemos ainda é pouco
Suficiente para querer saber mais
Estar atrás do que há por vir
Sem saber o que pode servir
Encontra-se perdido na escuridão
Da inconsciencia do perdão
Faz-se força para abrir o coração
E desfrutar do poder da gratidão
É, senão, uma dobra de areia no tempo
Vê então, tuas asas bateram no vento
Encontra no fim de todo o tormento
Razão de viver o momento
A descoberta é caminhada
Beleza, ou não, por ti desenhada
Por vezes se encontra quebrada
Mas bela por ser tua jornada
A deusa te abraça sob a luz da lua
Sorri atenta ao que lhe faz tua
Aguarda com calma e tranquilidade
A entrega da tua alma nua
(MACHADO. Marco)

terça-feira, 21 de março de 2023

Paixões Semióticas

Éramos tese e antítese
Sem síntese nada éramos
Fomos resistencia
Resentimentos estagnantes 
Egoícos desde o âmago
Medos oportunos que paralisam a ascendência do reconhecimento
Paixões semióticas criando a dessemelhança
Éramos diário e coração
Separados pela ausência de uma caneta
Espaçados pela vontade de pertencer
Não poderíamos ver além de um véu inexistente
Reconhecendo apenas favores hierárquicos
Subiremos na pirâmide do eu quando entendermos que somos uníssono
Flutuando no devir mais paradoxal das motivacões para ser
Ainda somos sem reconhece-lo
Ainda sentimos mesmo sem aceitar-nos
Os julgamentos ainda resistem
Assim como eu à eles resisto
Definições imutáveis nada tem a ver com a natureza da alma
Ora, ontem mesmo não pensamos nessa distinção
Agora somos um pequeno degrau mais ascensos
Agora estamos um tantinho mais próximos
Agora somos um tanto mais semelhantes
(MACHADO. Marco)