Essa efêmera felicidade
Que não se sustenta com laços de continuidade
Que não se encontra em pé de igualdade
Que não se sublima na sociedade
Que não se projeta na minha ou na tua falsidade
Que não se sujeita aos delírios de qualquer vaidade
Que não se descobre enraizando maldade
Que enaltece os laços da nossa amizade
E que clareia toda e qualquer obscuridade
Há muito não existe na minha triste realidade
Essa efêmera felicidade
(Machado. Marco)
Jogral Sem Identidade
segunda-feira, 27 de março de 2017
Efêmera Felicidade
quinta-feira, 16 de março de 2017
Assolador
Se tudo as vezes faz sentido ou não
Quem sou pra discutir a integridade do partido em minhas mãos?
Se as vezes sinto a fúria de poder e não querer
Como direi que não te fiz pelo dever?
Se apenas sou ou estou sendo
É só mais uma das respostas que fico lhe devendo
Pois acordo ao açolho das rosas na janela
E garanto que não vi como é assim tão bela
Talvez esteja danificado algo crucial
Ou talvez estagnado em algo sazonal
Mas ainda sinto a dor
Embora não a receba como em tempos atrás
Com fascínio e com horror
E o que resta agora para nós?
Dilacerador sentimento atroz
O que me restava de bom há muito se exauriu
Distante e vaga lembrança
Talvez seja real ou talvez nunca existiu
Achamos graça então no esplendor da vida
Comédia sádica e ultrajante
No hábito de cutucar qualquer ferida
Nos cria algum conforto revoltante
(Marchado. Marco)
quinta-feira, 2 de março de 2017
Das Palavras Não Varridas
Não sei se estar aqui agora realmente importa
Mas me disseram que você estava de volta
Eu precisei olhar pessoalmente
E precisei chorar simultâneamente
Parece ter sido esquecido
Absorvido pelo lenço
E nem chegou ao seu ouvido
Mas alguém me disse que nos tornamos melhores quando perto de quem amamos
Teria esse alguém em vista a razão de seus desenganos?
Ainda assim me ponho a pensar
E convivo com tais pensamentos a me enturvar
Não pude fugir-lhes ao tormento
Mas avezar-me desse meu fenecimento.
Amor
Desculpe meus sentimentos
Não pretendo compartilhar contigo sofrimento
Esse nunca foi o meu intento
Mas se em algum quando lhe aprouver
Ninguém mais pode evitar-me de na solidão perecer.
(Machado. Marco)