A poesia nos teus olhos traz
Amarga pra quem não está em paz
Doce com gostinho de quero mais
E ainda de tão linda te faz sorrir
Mesmo quando não queres exprimir
A resistência acaba nos versos sobre nossos caminhos a seguir
E aí então você se deixa ir
Mas o que me faz doer
Quase concluí sob a dor do sol carmim
A única coisa que parece não poder fazer
É te trazer aqui pra pertinho de mim
Ainda que possa ser apenas interpretação
Já que estás em cada palavra que te escrevo
Ainda que não possa te abraçar e segurar tua mão
Você está em cada raio de sol ou qualquer forma do belo que eu vejo
E mesmo estando assim tão inalcançável
Eu só preciso fechar meus olhos pra te sentir tão sensível e afável que meu todo vibra no tom suave do teu corpo que transborda de amor inesgotável
Meu amor eu viajei
Refiz e revivi tudo que presenciei
No intransferível intuito de não te ver dizer adeus
Não em todas as instâncias
Você é presente em todos os sonhos meus
Obrigado pelo presente
De qual a influência resultante ainda é vigente
Me permitir te ver sorridente
Tua presença me faz contente.
(MACHADO, Marco)
Jogral Sem Identidade
terça-feira, 15 de agosto de 2017
A Poesia dos Teus Olhos
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
Flores
Um poema para a flor
a flor que compreende a dor
Ela sabe quando é seu tempo de abrir e cativar
mas também aceita o seu tempo de murchar e acabar
Ela entende que sua imagem marcou um coração
tal que estava cinza até então
Ao sentir a dor da pétala que caiu,
caiu no abismo e tocou suavemente o chão
e sussurrou que seu tempo havia acabado, mas ela não.
Ela não.
Ela não acabou, pois sabe que mudou o mundo
Não diretamente, não.
Pois ela não fez guerra.
Flores não fazem guerra
elas vêem dentro do escuro oriundo
e clareiam o vazio nebuloso do fim do mundo
Flores não morrem
Renascem.
(MACHADO, Marco.)
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