Jogral Sem Identidade

Jogral Sem Identidade

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Saída

Quanto tempo se passou
Desde quando eu mudei
Quando o passado então voltou
Eu mesmo me perguntei
Vale a dor de ser aqui?
Onde fica a porta da saída?
O caminho eu ja trilhei
Já morri, já sorri e já chorei
O afago do teu pulso sonhador
Atenua com destreza a minha dor
Aí que passo o dia colorindo o incolor
O estrago da presença preenche o vazio tão doloroso da ausência do amor
E quando for partir não olhe para trás
Eu já terei então partido desse mundo
Me doando aos canibais.
(MACHADO. Marco)

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Volto Armado de Amor

Volto armado de amor
para trabalhar cantando
na construção da manhã.
Reparto minha esperança
e planto a clara certeza
da vida nova que vem.
Um dia, a cordilheira em fogo,
quase calaram para sempre
o meu coração de companheiro.
Mas atravessei o incêndio
e continuo a cantar.
Ganhei sofrendo a certeza
de que o mundo não é só meu.
Mais que viver, o que importa
(antes que a vida apodreça)
é trabalhar na mudança
de que é preciso mudar.
Cada um na sua vez,
cada qual no seu lugar.
(Thiago de Mello)

*obs: Texto encontrado no banheiro do Becco Bistrô, meu muito obrigado ao artista que espero ter a oportunidade de conhecer em algum momento dessa longa vida.

domingo, 12 de setembro de 2021

Segue o Baile

É o que o amor faz
Te molda
Te tinge e refaz
Olhar de amor é doído
O coração é moído
A tentação da libido
O solo quente de uma noite de inverno
O vento frio assola como um inferno
Me agarro apenas naquele sorriso terno
E sigo em frente
E segue o baile
Sigo pra não desmoronar
Perito em não me entregar
Me acanho diante de estar
Me ligo pra não acabar
O momento é meu tudo
É tudo o que tenho
De tudo o que se foi
É o meu acalento
Que um dia se vai
Como tudo na vida
Ele um dia se vai
Como tudo na vida.
(MACHADO. Marco)

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Pausa

Stand by
Deixe o seu coração e vai
Ele não pensa em futuro
Ele não vê o passado
Sentir um abraço apertado
Amar um sorriso dourado
Estado do olhar alterado
Eu vejo a noite e ela penetra meus anseios mais tolos
Daquele teu beijo molhado
Do grande amigo do lado
Do denso olhar já vidrado
Não doi porque não é pra doer
Não sofre aquilo que deve sofrer
Por mais uma noite vazia
Por mais uma dor de querer
(MACHADO. Marco)