Jogral Sem Identidade

Jogral Sem Identidade

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

A Guerra

Não foi meu amigo
Não foi meu parceiro
Não foi meu amor
Foi a esperança 
Foi meu algoz
Foi a mentira em que eu acreditei por necessidade
A idéia de que a boa intenção constrói o bom coração
Errado eu estive em acreditar no incerto
Mas a morte não espera as provas de merecimento
E os caminhos são inigualáveis
O sabor do vento tem tempero de poluição
A guerra tem marcas e cicatrizes
Mas não tem remédios que aplaquem suas consequências
O produto que nós nos tornamos no caminho é a alquimia das escolhas
Faça o seu com xarope ou com sangue
Ainda assim alguém não verá o sol nascer pela manhã
É a liberdade enjaulada pela cegueira e pela ganância de almejar o que não difere dos instintos primitivos
(MACHADO. Marco)

sábado, 26 de fevereiro de 2022

Por Aí

Eu vou por aí, sobreviver
Pensar outra coisa que não seja você
Ver a lua em suas irmãs
E a aurora pálida do amanhã
O sol pousando no horizonte
Uma silhueta ao longe
Correr para desconhecido
Um exercício pra alma que teme a solidão
Um sorriso, um abraço, um aperto de mão
Somos um na imensidão
Um arco de coragem é o impulso pro vazio
A flecha que não atinge o coração é aquela que vaga pela imensidão
Sobra o corpo que anda a se mutilar
Não espere me ver sorrir, não espere me ver chorar
É o fardo de se aprofundar
Quem domina as artes das trevas
Quem controla nossas idéias
Quem há muito olha pra si
Quem há tempos vive de se
As respostas que ando buscando
Vou voar no infinito e atravessar as montanhas
Só pra experimentar as massas e as maçãs
Só pra te contar
Só pra te contar com um brilho diferente no olhar.
(MACHADO. Marco)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Cura

O meu herói foi tambem o meu algoz
Deu-me a vida e então tirou-a de mim
Vejo que somos assim, todos nós
Carrascos uns dos outros
Carrascos de nós mesmo
Olhar subjugado
Não posso mais te olhar
Preciso ir para me curar
Não serei eu o meu torturador
Não dessa vez
Procurarei a cura que se esconde no horizonte do desconhecido
Para atunuar tudo que ja havia acontecido
Eu fiquei para trás todas as vezes
Ate que enfim resolvi seguir em frente
Não em seu encalço, mas no meu próprio caminho
Não conheço mais então senão o que desconheço
Não esqueço que um dia eu era teu amigo
Mas a rua me chama, a estrada me proclama o novo solitário do amanhã
E eu não sei por onde você anda
Eu ando só pois meus sapatos não te servem
Boto a cara e faço cena mas não sou daqueles que se atrevem
Aqueles seres que possui
Não entro em disputa alguma por amor
Se ele existe há de ser indolor
E eu o conheço senão de contos e poesias
Não morra antes que eu volte
Não voltarei por menos
Não morrerás jamais.
(MACHADO. Marco)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

perdão

Vem ca, deixa eu te falar
Que esse amor que eu tenho continuo a te doar
Não há porque te amar querendo apenas te mudar
Não quero a distância, quero apenas te abraçar
Sorrir, chapar, brincar, beber sem ter medo de arriscar
Andar, chapar, correr, sorrir ate quando isso durar
A gente se olhar no olho e ver que está tudo em paz
Terminar o dia bem e pensar que amanhã tem mais.
(MACHADO. Marco)