quinta-feira, 25 de maio de 2017

Eu Poesia

Eu me amarro na poesia
Porque a dor expressa em palavras
Soa como mágoas cristalizadas navegando em maresia
É brincadeira confortante
Poetizar qualquer instante
Mergulhar num mar profundo
Resiliência às águas cortantes
Se escuto o lindo luar
Dizendo segredos à quem escutar
Contemplo atento o que quer me dizer
Correndo fuxico a espairecer
É a beleza da musa que fala comigo
Que ausente a bonança me cede o abrigo
Me alerta de quem é ou não é meu amigo
Me chama poeta se for-te aprazível
Não importa se em suma te sou desprezível
Em palavras por poesia
Até meu inferno se torna risível
(Machado. Marco)

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