Só tu e eu onde eu possa me abrir.
Eu abri uma porta que não estava lá no vazio do teu abismo
A ilusão de um oasis onde só havia areia e deserto
Me banhei nas tuas águas mas quando acordei estava cheio de areia na boca e sem água para beber
Que infortúnio viver o escuro da alma sem poder ter alguém para contar, abrir a comporta e deixar o canal da minha alma fluir, pois este fluxo não deságua em nenhum mar e seca antes do fim da jornada
Não admira o horizonte no final da escalada
O caminho me convida a seguir em frente
Sabendo que o mundo não será indiferente
Mas o amor precisa de cura para aprender a amar sem ferir, sem se apegar, sem possuir
Te amo daqui como jamais soube como é amar, até não mais ferir, até aprender a caminhar
Ignoro ainda o mar de Salinas, ignoro ainda o salgar de tuas linhas
Mas minha caminhada tem rumo
Vou treinar o meu foco
E seguir meu coração
à todas as forças da natureza eu rogo
Eu vou cumprir minha missão
(MACHADO. Marco)
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