segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Verdades Póstumas

Um pouco de fricção 
Uma porta à solução 
Um pouco desse fogo, desse vento
Um tolo a ver navios, sedento
Olha quem vem lá é miração, absurdismo
Encantaria de floresta não é turismo
Eu digo ao vale que meu valor é único 
Ele me responde que não sabe quem sou
Ora mas que afronta desmedida
Exigir determinação sobre a água fluída
Se fui o todo ou nada agora nada mais importa
Pois ao te dar o todo nada mais me sobra além de ser para ti uma nuvem gasosa e chorosa e que logo se esvai
Como o amor que brota de ações de menos e palavras demais
Pode ser que sejam apenas palavras sobressalentes
Mas a escuridão do desprezo, a mentira fluorescente
A palavra é brincadeira de poeta
Diferente pois nunca se aquieta
Mas do olhar a ação eminente 
Essa, meu amor, essa nunca mente
(MACHADO. Marco)

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