segunda-feira, 24 de março de 2025

Amar é morrer

Quando o mar encontra o sal e salta dos meus olhos faz-se chuva e eu sou paixão 
A lua se esconde atrás da terra para fugir dos raios do nosso sol mas eu sigo vulcão
O tempo passa e a vida segue entre belezas e desafios e eu me ponho em tuas mãos 
Eclipsados sentimentos, maré cheia, rio selvagem e seus rebentos
Alinhamento planetário, sapiente, senciente, não me faz menos otário
Arrogante, prepotente e não menos visionário
A tira colo está a arma com que tiro a vida de mais um mortal
Seja ele bom ou mau, não faço conta da moral
Sou eu mesmo um maldito homem vil, desgastado à obrigação de ser gentil
A procura de uma suposta redenção
Cumprindo a pena de carregar um coração
Sem me permitir desumanizar sou austero e irredutível
Não saberei não ser errado pois acho isso inconcebível 
Sou a fúria dos mares dos amores e vim apenas para matar
Amarei até que morte me abrace ou me tire pra dançar
(MACHADO. Marco)

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