Existir não é mais que resistir ao irresistível deixar de existir
Idéia essa que me atrai em cada átomo
Mas por que então me apego tão firmemente a essa dolorosa existência?
Seria esse masoquismo assim tão sedutor que nem mesmo minha razão é capaz de contraria-lo? Ou talvez o medo de perder o que nunca tive a intenção de conquistar mas ainda assim o fiz!?
Seja qual for o motivo que a sanidade me impede de discernir, faz com que eu continue considerando toda a dor que preenche o vazio que sinto quando me ponho a contemplar o meu existir.
Mesmo não acreditando que seja de todo a dor que causaria aos que estão à minha volta motivo para deixa-los, pois tão logo eu não estaria apto a sentir a dor que causaria, ainda assim parece-me que por hora não tenho coragem o suficiente para faze-lo
O que tenho até então além dá dor de amar erroneamente é a dor de não amar aqueles que não são culpados.
Mas como posso eu falar tanto do amor e da sua ausência sendo que sinto que nem mesmo o conheço?
O que quero então é acreditar que o amor é o oposto do que sinto pois é de senso comum dizer que ele, o amor, é belo e tão bom que torna tudo tão bonito aos olhos de quem o sente que emana e contagia aqueles à quem se aproxima.
Então sim, ele, o amor, é ausente em mim, e quem sabe seja pela esperança de conhecê-lo e sentir que não é apenas uma linda utopia que ainda resisto àquela que aguardo.
(Machado. Marco)
Jogral Sem Identidade
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
Resistência
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