Mais uma vez te vi passar
Te vi perder
Te vi ganhar
Observei cada passo
Guardei cada traço
Você não viu o meu embaraço
E se cantar fosse bálsamo
A vida seria castelo
A fábrica que produz o tal elo
Ainda que apenas te ver seja talvez
Nada me ganha a certeza de vez
Nem pude agora dizer
Qualquer coisa que queira fazer
Faça comigo pois quero te ver
E se agora não posso pensar
Essa tal rede me torna vulgar
Mas se pudesse um dia gritar
Pensaria talvez que voltei a amar
Parece risível mas eu tentarei
Dizer que nunca mas eu nunca parei
Voz que bate e acerta
Que volta na certa
Me diz onde pode
Na certa se fode
Pensando que volta
Sabendo que não
Sabendo que sempre
Querendo que então
Então se cale agora
Pois chegou minha hora
Só presta atenção meu amor
Olha pra frente e me chuta
Pois não encontro cicuta
Que acalme essa dor.
(Machado. Marco)
Jogral Sem Identidade
sábado, 20 de maio de 2017
Altos e Baixos
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