Essa dor que me atravessa
E me faz querer chorar
Esse amor que não tem pressa
Satisfaço-me em te olhar
Minha respiração ofegante
No meu peito retumbante
Tenho sonhos mais que lúcidos
Onde sou o seu amante
Minha mão úmida fechada
Indignamente calejada
Faz o teu sorriso mais bonito
Ser meu ponto de largada
Cenas de fundo verde
Se misturam com a verdade
O teu rosto na parede
Mata a minha liberdade
Ao som dos tiros no horizonte
Tens o amor de minha fonte
Abala em mim a bala ao peito
Pois não queres que eu te conte
Morri de esperanças nesse front
Agora junto dos desafortunados
Embarcados no suplício de Caronte.
(MACHADO. Marco)
Jogral Sem Identidade
sábado, 3 de agosto de 2019
Embarcação dos Amantes Solitários
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