Jogral Sem Identidade

Jogral Sem Identidade

terça-feira, 2 de julho de 2024

De que vale o paraíso?

Olho baixo pra proteger do sol 
Mente alta pra proteger do seu cinismo
Peixe que nada raso é pego pelo anzol, pois saiba que prefiro ser profundo que conhecer o teu abismo
Vou pra lua escrever nas paredes de queijo e de lá só saio se for pra vir aqui ganhar um beijo
Que outra sorte me valia abandonar a harmonia do universo? Senão pra escrever, sob as estrelas, a conclusão do nosso verso
Nas estradas do infinito onde coexistem o passado e o futuro tem o teu nome gravado em pedras de esmeralda
Por aquelas janelas via-se tudo: teu suor, teu sorriso e tua sanidade pulando a janela para ir brincar entre as flores com a minha esperaça
Via-se também um rio de águas claras cortando nossos pontos de fuga no horizonte, lá onde termina o arco-íris é onde construiremos uma ponte pra que possamos reconectar o que está em cima com o que embaixo está
Ousei afrontar o universo num grito insandecido com a força de todos os decibéis possíveis e ainda assim inaudível 
“De que vale o paraíso sem você, amor?”
(MACHADO. Marco)

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