Jogral Sem Identidade

Jogral Sem Identidade

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Minha doce Seriguela

Ela não desce na minha goela 
Quem é ela, minha doce seriguela?
O sol dá lugar pra lua amarela
Eu pensando em ti
E tu pensando nela
Mas quem é ela?
Não me desce uma história dessa,
como não amar o amor na tua sela?
Quem é ela que ele tanto espera?
Como ela se veste quando ele se descabela?
Te faria cajuína e rapadura com canela?
Ou fará uma castanha tão gostosa como aquela?
Quem é ela que não faz logo teu coração sorrir como eu faço ao sabor da seriguela?
Mas o que é que ela tanto espera?
Não vê que tu precisa de uma massagem nas costelas?
Um chá de ervas amazônicas feito com amor e com cautela?
Voar no sopro Yuxibu e se tornar a poesia que pinta a minha tela!?
Mas não a minha tela, não.
Hoje a artista é ela
Ela que não chega, ela que espera
Espero que logo ela chegue e acabe a tua espera
Espero que logo descubra quem é ela?
Minha doce seriguela
(MACHADO. Marco)

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Eu Sei

A minha marca é intransigente apenas àqueles intransigentes
Ela agrada aos corações em busca de amor como eu sou
Eu sou o sol que brilha em mim
Eu sou vida PODPOC e seus afins
Caminho na estrada dos serafins
Eles ensinam tudo, Tim Tim por Tim Tim
O pulsar do meu peito retumba inspiração 
E se houver sombra quero descansar
Aqui e ali escuto nossa canção 
E quando chego encontro nosso lugar
Descansar, amar e partir
Aprender, ensinar e sorrir
Plantar, regar o caminho das pedras
Voltarei então um dia no caminho da floresta
Disso ao menos eu sei
Eu sei eu sei eu sei
Que quem acredita na intuição é o seu próprio rei
Deus está a te olhar
Acredito no meu caminhar
Te dou um abraço e um beijo 
E até a vista 
HAUX HAUX
(MACHADO. Marco)

domingo, 1 de dezembro de 2024

Acenda sua vela

Trair para atrair
Uma forma de prender o que devo deixar ir
Não mais do que uma piada pra te fazer rir
Olha onde eu fui cair...
Tudo aquilo que eu quis ostentar
Negando a resposta do teu olhar
Eu que nada sei sobre o amor
Na tentativa de te ensinar
Olha onde eu fui parar...
A doçura tem lá seus encantos 
A esperança de um gélido lamento
A única verdade desse oasis é o meu pranto
Vendo-me construir meu próprio tormento 
À longa caminhada saúdo a potência de não me deixar ser novamente um refém
Dessa vez fui capaz de chorar a minha demência e dar um passo além
Não livre da dor da desilusão 
Mas capaz de acender a luz na escuridão
O mundo fora do meu peito reluz
O orixá comigo o meu sofrimento traduz
Então eu abro as portas e as janelas 
E ele diz que é caminhando que se curam as mazelas
Que no meio do peito pulsa a intuição 
O caminho sagrado da compreensão 
Um bom marinheiro não se deixa afogar 
Antes da tempestade chegar ele aprende a nadar
Há apenas uma professora que lhe pode ensinar 
Acenda sua vela à mãe Iemanjá 
(MACHADO. Marco)