Uma forma de prender o que devo deixar ir
Não mais do que uma piada pra te fazer rir
Olha onde eu fui cair...
Tudo aquilo que eu quis ostentar
Negando a resposta do teu olhar
Eu que nada sei sobre o amor
Na tentativa de te ensinar
Olha onde eu fui parar...
A doçura tem lá seus encantos
A esperança de um gélido lamento
A única verdade desse oasis é o meu pranto
Vendo-me construir meu próprio tormento
À longa caminhada saúdo a potência de não me deixar ser novamente um refém
Dessa vez fui capaz de chorar a minha demência e dar um passo além
Não livre da dor da desilusão
Mas capaz de acender a luz na escuridão
O mundo fora do meu peito reluz
O orixá comigo o meu sofrimento traduz
Então eu abro as portas e as janelas
E ele diz que é caminhando que se curam as mazelas
Que no meio do peito pulsa a intuição
O caminho sagrado da compreensão
Um bom marinheiro não se deixa afogar
Antes da tempestade chegar ele aprende a nadar
Há apenas uma professora que lhe pode ensinar
Acenda sua vela à mãe Iemanjá
(MACHADO. Marco)
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