Jogral Sem Identidade

Jogral Sem Identidade

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Caminho de dor

Os prédios na orla da praia não a fazem mais bonita em sua perfeição 
O choro feito na tua tristeza não alegra o meu coração 
No caminho ainda há ausência de amor
Ainda há também a lembrança do que ficou
Há de se atrair o que se repele
Há de se amar aquele que te fere
Um ir e vir sem fim de desencontros a que chamamos viver
Um fim de tarde sem fim que se insiste em querer
Quando para ti nada mais puder ser senão tudo
Aí veremos o fim de jogo tão oportuno
Banhar me nas águas do teu mar
Tapar a goteira do rio do teu pranto
Me fazer baía onde possa enfim desaguar 
Sei que não é tão simples quanto uma simples poesia
Compreender que sofrer não condiz com o sentimento do amor que decerto queria
Mas cá estamos nós perdidos na sensação 
De estar no mesmo teto mas não pisando no mesmo chão
Mesmo assim o que ainda é, de tudo, o mais incrível 
É que apesar de todos os pesares, deixar de te amar é algo impossível
(MACHADO. Marco)

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