Jogral Sem Identidade

Jogral Sem Identidade

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Resistência

Existir não é mais que resistir ao irresistível deixar de existir
Idéia essa que me atrai em cada átomo
Mas por que então me apego tão firmemente a essa dolorosa existência?
Seria esse masoquismo assim tão sedutor que nem mesmo minha razão é capaz de contraria-lo? Ou talvez o medo de perder o que nunca tive a intenção de conquistar mas ainda assim o fiz!?
Seja qual for o motivo que a sanidade me impede de discernir, faz com que eu continue considerando toda a dor que preenche o vazio que sinto quando me ponho a contemplar o meu existir.
Mesmo não acreditando que seja de todo a dor que causaria aos que estão à minha volta motivo para deixa-los, pois tão logo eu não estaria apto a sentir a dor que causaria, ainda assim parece-me que por hora não tenho coragem o suficiente para faze-lo
O que tenho até então além dá dor de amar erroneamente é a dor de não amar aqueles que não são culpados.
Mas como posso eu falar tanto do amor e da sua ausência sendo que sinto que nem mesmo o conheço?
O que quero então é acreditar que o amor é o oposto do que sinto pois é de senso comum dizer que ele, o amor, é belo e tão bom que torna tudo tão bonito aos olhos de quem o sente que emana e contagia aqueles à quem se aproxima.
Então sim, ele, o amor, é ausente em mim, e quem sabe seja pela esperança de conhecê-lo e sentir que não é apenas uma linda utopia que ainda resisto àquela que aguardo.
(Machado. Marco)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O Peso da Ausência

O cansaço me distrai
Na conformidade da dor
Na ausência do amor
Por tanto tempo observando
Acreditando e esperando
É possível ver agora que tudo o que fiz foi sentar e ver o tempo passando
E não como querem que eu acredite:
Belo, calmo e indolor
Mas pesado, selvagem, incansável e com notas de rancor
Não sinto falta da sobriedade
Mas talvez eu queira conhecer a saciedade
Pois cansei de engasgar por unanimidade
No amargo sumo da brevidade
Mas não há que me acompanhe para longe da cidade
Qual seria então a distância para longe da maldade?
Um passo ou uma eternidade?
O ar hoje está pesado
Frio, seco e assolador
Ele trás lembranças do passado
E este não me traz nada senão dor
Do que me esforço a não lembrar
Tanto que as vezes desisto de tentar
E fico cabisbaixo por aceitar
Que dificilmente algo vai mudar
A esperança é uma grande farsa
Mas só nos resta acreditar nessa mentira
Ou tudo mais cairia em desgraça
E tudo pelo qual ainda vale viver simplesmente ruiria.
(Machado. Marco)

sábado, 17 de dezembro de 2016

Vazio

Que lindo ensejo onde pairo consciente dentro do meu próprio vazio para conceber que este é um espaço onde muito posso armazenar.
Porém me questiono sobre o que realmente tenho pra guardar visto que não me convém faze-lo à algo que usitar não vou ou mesmo algo do qual me desfarei posteriormente ou ainda que esse algo sei que me será tirado.
De algum modo existe esse ciclo vicioso em que o vão antes de cada prelúdio sempre precisará terminar como começou: Vazio.
(Machado. Marco)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Por quê

Eu queria ter respostas pra todas as perguntas que me vem à mente
O como e o porquê de eu existir se não por uma mera vontade dos meu pais de colocarem uma vida a mais para sentir a dor do mundo
Será que eles a sentiam?
Se sim, porquê me faz herdeiro?
Seria um escape ou algum tipo de canal onde eu sou o novo receptor de tristeza e solidão?
Eu gostaria de saber por que então, se estamos fadados a este plano, por que precisa ele ser tão triste e aterrador?
Eu queria saber por que a escuridão tanto me atrai se eu a temo!? Não faz nenhum sentido eu me sentir seguro quando na verdade estou engolfado em sua angústia.
Por que todos nós queremos ser livres se a liberdade custa tão caro e mesmo quando pensamos finalmente tê-la alcançado, encontramo-nos mais perdidos e presos do que jamais estivemos, mesmo que sob outros olhares muito mais que apenas filosóficos?
E por que infernos o amor é tão essencial para nós que vivemos ditos "racionais"? Por que sempre precisamos estar envolvidos com essa arma letal que vem de dentro e causa a maior destruição?
Será que amar é algo que se aprende?
Por que precisamos descobrir tanto, sozinhos e dilacerados?
Ah, eu queria ter respostas pra todas as perguntas que me vem à mente.
(MACHADO. Marco)

sábado, 10 de dezembro de 2016

Desencontro

Passagem ou carruagem
Quando você criou coragem
Quando me mostrou a sua imagem
Vivia a ânsia da viagem
Tocar-te o peito, labios e rosto
Segurar a tua mão
E no aconchego do teu corpo
Repousar meu coração
Sentia aproximar de mim
Tudo o que antes foi dito
Mais que euforia a explodir
Tudo expresso em meu grito
Você finalmente no horizonte
Ao atravessar aquela ponte
Com joelhos nem tão firmes
Como os do culpado de alguns crimes
Mas aquele doce universo
Na qual esteve imerso
Em outro plano aparecia
Para outro alguém não o teria
Quando mais não foi possível
Conceber o que é incrível
Peremptório rompimento
Os consumia em sentimento
Amores invertidos
Sentimentos ressentidos
Tudo aquilo que constrói
Nossos corações partidos
Aquela espera no olhar
Diz que está a esperar
O dia feito pelo amor
Em que vai ver você voltar
(Machado. Marco)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Sonhos Notívagos

Tenho sonhos perturbadores
Sonhos vívidos
Sonhos de morte
Vivenciando meus maiores temores
Estando entregue à própria sorte
Tenho medo desses sonhos
Pois não são apenas sonhos
Quando tenciono agir por medo de não faze-lo
Por fim do espírito afim de protege-lo
Como um soldado covarde que se esconde na trincheira
Enfurece-se e grita, sem eira nem beira
Mas se não na pira, este não atira
Assim como em meus sonhos
Sinto-os grandes e enfadonhos
E falta-me mais que apenas força para toca-los com a mão
Seria este coragem ou mais disposição
E até para tudo isto eu encontre a solução
Andarei admitindo a negação.
(Machado. Marco)

sábado, 3 de dezembro de 2016

Lento

Inconstante e perdido
Pedido cedido, plano mirabolante
Extenso e querido
Falho e ultrajante
Por onde passo
Lento e insignificante
Deixo no rastro
Figura e passo adiante
Como dor de parto
Em mim ou andante
Eu pinto na tela uma tragédia
Grande, triste, caos, régia
Sem mesmo pensar
Com apenas meus dedos
Tudo é claro e se dá
Venho falar dos meus medos
Pois já se ausenta baluarte
Já não tenho o todo
Mas apenas uma parte
Como posso ser incompleto?
De onde surge esse declive?
Se na forja fui repleto
Como falta o que não tive?

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Cascavel

Ah minha linda cascavel
Com feições tão serenas
Tão doce quanto mel
Me diga se mereço
Que seja assim comigo tão cruel
Minha amada cascavel
Se soubesses o que sinto
Quando pareço estar no céu
Mas na vida eu só minto
Você é vilã e eu sou o réu
Quando perto de mim
E te devoro desde cheiro de homem
Tão originais àqueles que somem
Que poderia ser que a razão me tomem
Mas é só no teu esgar
Quando a balbuciar
Frases soltas de pesar
Que me vejo totalmente entregue
Do desejo que se ergue
Ah cascavel, meu anjo à quem preces dedico
Teu escárnio dói no peito
Mas nada digo sem jeito
Deixo-te a desconstruir-me
Pois o que está feito está feito
Fere-me com flechas forjadas no zero absoluto
Entre citações de velho louco e culto
Enquanto vai ao caminho mais distante
Colher rosas de beleza estonteante
Por desprazer me faço luto
Acompanhando o tumulto
De onde queres ser soluto
Mas oh cascavel, então minha dor e poesia
Dona, senhora e rainha de minha heresia
Observe nestes versos
Que concerne a silenciosos protestos
Que a amo mais que a mim
Como ninguém o faz, fez ou faria.
(Machado. Marco)

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Tolo Incondicional

Eu não sei porquê
Só penso em você
Desde o amanhecer
Até adormecer
Eu não sei falar
Mas tenho que expressar
Que eu quero te amar
Sem nunca parar
Nunca fui sincero
Pois eu não espero
Que você me queira
Como eu te quero
Tudo que eu sinto
Não posso te dar
Por isso que eu minto
Pra não te afastar
Se um dia eu conseguir
Te ter pra mim ou te ver partir
Só então eu vou saber
Qual caminho eu vou seguir
Mas até que eu entender
Ou o amor nos repreender
Ouso ainda te amar
Mesmo que custe o meu viver.
(Machado. Marco)

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Dissolvido

Quando toda esperança escapa das minhas mãos
E mundo parece estar sem solução
Estando pronto pra ruir
Eu não quero mais voltar atrás
Eu já conheço o que ficou
Nada daquilo agora representa
Igualmente o nada que me sustenta
Assaz solidão que envolve enquanto estou no chão
Deitado de bom grado
Em leito de espinhos e verbos afiados
Sempre foi fácil pensar que nunca estive tão perdido e desolado
Afinal nunca fui contrariado
De espaços a estruturas inacabadas
Costumeiro é me lançar contra as espadas
Mas o que sempre volta a me ferir realmente
São apenas palavras esquecidas de um antigo remetente
(Machado. Marco)

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Até o Mundo Acabar

Teus olhos me trazem complicações
Porque não sei como mudar as minhas ações
Olhares, toques, beijos e abraços
Um dia de sol, você nos meus braços
Mas já não sei o que fazer
Se tudo que sei é só pensar em você
Eu só queria pedir
Antes de ir
Me deixa te amar até o mundo acabar?
Você me deixa sem graça quando passa
E eu fico pensando até quando vai ser esse jogo de sedução
Se você vai me deixar te prender ou não
Porque o problema é que eu não sei mais o que fazer
Se tudo que sei é só pensar em você
E eu só queria pedir
Antes de ir
Me deixa te amar até o mundo acabar?
Então olha, olha pra mim e diz que o que sente não é tão forte assim
E deixa, me deixa ficar até você sair pra não mais voltar
Agora passa, volta e me abraça, pois sem pensar em você, até dormir é sem graça
E já não sei, não sei mais que fazer
Se tudo que sei é só pensar em você
E eu só queria pedir
Antes de ir
Me deixa te amar até o mundo acabar?
(Machado. Marco)

domingo, 20 de novembro de 2016

Medo da Paixão

Oi
Da pra acreditar que me apaixonei por você?
Foi tudo muito sem querer,
quando dei por mim
já contava as horas pra te ver.
Falo mais do que pensei
só pro teu sorriso aparecer
porque quando você sorri
faz meu coração se abrir
e o meu mundo reluzir.
Não me canso de ouvir você falar
sobre casos e acasos,
sobre onde a lua está
e o que vai iluminar.
Eu quero continuar,
mas sei aonde vai parar
se o meu coração eu escutar
sou eu quem vai chorar,
te observando caminhar,
continuando a acreditar
que a luz dos teus olhos encontrarão
caminho a clarear minha solidão,
sem aceitar que dá semente que plantei em solo infértil
os frutos nunca nascerão.
Pobre tolo mais uma vez a acreditar
Na audácia de aprender a amar.
(Machado. Marco)

sábado, 19 de novembro de 2016

Qual o Tamanho? + By: L.D +

Qual o tamanho ?
O tamanho do amor ?
O tamanho da dor?
Sentimentos distintos, porém ambos destrutivos...
... destrutivos como se fossem um e então a distinção some, e então uma fusão amor e dor juntos, mas muitos dizem
Amor não machuca!
Mas se não machuca, então porque dói? Há quem diga que isso não é amor já que produz dor e talvez uma pitada de sofrimento, mas se realmente não é amor então porque esse sentimento perdura?
Porque insiste em existir?
Porque esse desejo de alimentar esse sentir desesperador?
Porque essa aflição de não ter?
E porque essa esperança de que poderá o improvável poder?
Ante a tantos questionamentos vem novamente essa sensação de amor e dor, a aflição mais fidedigna do que é um dia amar. Mas não é necessariamente triste, talvez um pouco sofrido porém, não em sua totalidade, porque ah! Aqueles momentos e que são belos momentos.
Pois então se existe coisas boas para se absolver, ainda que de difícil compreensão, mas se tem então é amor com um pouco de dor. Bom, aí depende do dia!
(Duarte. Larissa)

Enganos

Eu disse o que queria
E guardei o que sentia
Fiz o que achava certo
Enquanto você estava perto
Eu menti sobre como eu estava
E estava de peito aberto
Mas você não viu que escondia
E eu senti que me traía
Eu não sei jogar
Nem brincar de me enganar
Pois toda vez que eu tento
Você vai contra o meu intento
E depois some com o vento
Eu digo que gosto de você
Você fingiu não entender
Sorrio à tua pele de romã
Mas se peço pra falar
E não me deixar a te esperar
Você diz "deixa pra amanhã"
Se estou errado aqui
Já não sei pra onde ir
Se errei na mão
E caí em confusão
Me desculpe
Estava tentando encontrar um caminho pra conquistar teu coração.
(Machado. Marco)

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Untitled 1

Eu quero entender
O que quer dizer
Quando olha pra mim
Quando me faz te querer
Eu estou curioso
Pois me deixa ansioso
Pensando em você
Quando estou ocioso
Eu quero dizer
Que estou te querendo
Que algo está batendo
E você já está sabendo
Eu preciso falar
Que o teu olhar
Me desvia o pensar
Pra querer de beijar
O que está trazendo?
Pois algo está batendo
E você já está sabendo.
(Machado. Marco)

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Sem Resposta

Então aqui está
O que eu queria te falar
Quem é você?
Quem é que sabe o que fazer?
Você saberia responder?
Ou não teria o que dizer?
Você sabe onde está?
Parece ter medo no olhar
E se assim continuar
No que vai se transformar?
Eu não saberia decidir
Pra onde quero ir
Assim mesmo tenho que partir
Me acompanharia se eu pedir?
Por que vejo no devir
Algo se abrir só para se partir
Seria este algo um coração?
Ou um simples turbilhão?
Que te assiste ascender
Só para te jogar no chão
Não é menos do que parece ser
Se olhar com os olhos pode ver
Que o que se empenha em crer
Não está a aparecer
Fecha os olhos e imagina
No momento em que atina
Que o que está coberto
É com camada muito fina
E a lua é quem já sabe
Pois nela tudo cabe
Dúvidas ou sonhos desesperados
Ela guia os afogados
E as vezes me pergunto embriagado
Se ela sabe o resultado
Porque aqui estou engasgado
Ou simplesmente uma resposta
Pois a pergunta já está posta
Quem é você?
Quem é que sabe o que fazer?
Quem pode me responder?
(Machado. Marco)

A Torre é o Pilar

Não se amarra em ego
Você é meu amigo
Nem sempre presente
Mas está sempre comigo
Intrínseco é teu cheiro doce
Agradaria a quem quer que fosse
A quem quer que seja
Mesmo que não mais esteja
Fita com olhar profundo
Inerente ao teu próprio mundo
Captando e questionando
Da onde aquilo é oriundo
Em essência é pesado
Aquilo que tem guardado
O que mostra e o que esconde
Parece estar fadado
Ou talvez olhou pro lado errado
Tentando montar um circulo
Com as peças de um quadrado
É ainda suave como vinho
Mas se excede um tantinho
Já me veio o que pensar
Eu não vou dormir sozinho
Que te imite o niilista
Quando você entra na pista
E a euforia te acompanhe
Quando sumir da minha vista
Tem amigos na guarida
Dessa Torre sendo erguida
Não se sinta tão sozinho
No decorrer da sua vida
E nunca pense em duvidar
De que vou sempre estar contigo
Pois é alegria em mim pensar
E me ajuda continuar
Saber que você é meu amigo
(Machado. Marco)

domingo, 13 de novembro de 2016

Excessos

Te amar é um vício
Vai beirando o precipício
Mas sou mesmo um drogado
E te amo desde o início
Quando penso em desistir
Me lembro de te ver sorrir
Meu muro vandalizado
Vou pichando até dormir
Na poesia a me queixar
Vou tentando me expressar
Um sentimento exaltado
Que eu queria te mostrar
Sei que eu não sou ninguém
Pra querer te querer bem
E tampouco é culpado
D'eu me fazer o teu refém
Como um tolo corro atrás
Desse sentimento assaz
Que me faz refugiado
E sem encontrar a paz.
(Machado. Marco)

Cansaço


É sabido
Que a caneta junto com meus olhos choram
É conhecido
Que todos os sentimentos dentro de mim imploram
Por uma dose do desconhecido
Que junte as peças e alegre
Esse velho coração partido
(Machado. Marco)

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O Trono à Quem Pertence

Quando vieres dizer que é indolor
Que nada é e que tudo é incolor
E a totalidade se resume então em dor
Encontra conforto agora
No peito que te acolhe
Que da guerra escuta teu clamor
Ganido excruciante que implora por amor
Corre atrás da verdade em estupor
E recria pelo tempo
Sem que seja seu intento
Uma cena banhada de ardor
Enquanto intocado ele é senhor
De terras tão distantes quanto cá
Que é fora de alcance e aqui está
Onde acontece a travessia de um olhar
Que por ventura deságua em algum mar
Não está a ouvir o clangor?
Das espadas que se cruzam
Das botas que pisoteiam o chão
Fraco gemido grita "não"
Que minha hora não é esta
Pois seria morte em vão
Ser funesto sem perdão
Por não dizer a quem não sabe
Àqueles que ainda virão
Que esse fogo incandescente
Filho do desejo é indecente
Contundente e inconsequente
Mas com nada contra em mente
Afirmo aqui esta questão
Que encerra assim em tua mão
O que não sempre é por ti
Mas a todos causa apreensão
O desejo mais desesperado
Criado no meu coração.
(Machado. Marco)

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Quem é Poesia

Feito de poesia
Cheiro de maresia
E um toque que alivia
Dia e noite pensaria
No que posso e que não posso
E que tudo poderia
Mas se então fosse
Esse amor logo deixaria
E então não mais seria
Uma doce esquizofrenia
Mas você sabe
Como então não saberia?
Que teu sorriso se abriria
Se lhe desse o que junto criaria
Sem dúvida que te alegraria
Em saber que encontraria
A felicidade que procura
Na boca que nunca beijaria
(Machado. Marco)

Sonho Banal

Tua boca e teu sorriso
Me mostram o paraíso
Há tantos desses garotos
Sempre iguais aos outros
Todos fingem te merecer
Mas nenhum pode oferecer
O que não nasce em mim
É o que encontro você
E não posso dormir
Vivo pensando em te ter
Agora preciso partir
Dói me afastar de você
E quando esse rio cruzar
Podemos juntos nadar
Até o fim do mundo meu bem
Pois com você do meu lado
Além de nós não há mais ninguém
Tudo isso não é só um desejo carnal
Você me faz ter esse sonho banal
Tão bonito quanto irreal
Nele eu tenho você
Como você me tem
Eu beijo você
Como beija outro alguém
Eu te completo
E ainda vamos além
Eu te faço feliz
Você me faz tão bem
(Machado. Marco)

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Nosso Encontro

Com pingos dessa paixão
Fiz cachoeira pra te molhar
E até que eu consiga
Tua superfície penetrar
Eu vou esperar
Transbordar tudo de ti que há em mim
Para preencher o pouco de mim que há em ti
Que os olhos não conseguem enxergar
Tudo aquilo que não posso expressar
E até ver o que há atrás do véu que leva pra longe
Caminho sem ainda saber para onde
E quando eu chegar aonde estiver
Em qualquer lugar onde houver
Tudo o que nos aprouver
Para entender que te amo demais
Aqui tens teu homem e tua mulher.
(Machado. Marco)

Continuidade

Se for verdade fala pra mim
Que não vai me querer do teu lado
Não deixe tudo tão assim
Ausente de qualquer significado
Mas depois de viver a utopia
Ter te beijado um certo dia
Preciso agora que me diga
Esclareça o enigma
Sem você do lado
Um tanto quanto abalado
Só de pensar fico doente
Pois já não sai da minha mente
De saber que teu calor
Que ainda é meu cobertor
Fará uma outra feliz
Enquanto ainda não sei
Se foi suficiente tudo o que eu fiz
Efêmero sentimento
Que escutava o batimento
Na luz agora é fugaz
O compasso que antes deu-me paz.
(Machado. Marco)

domingo, 6 de novembro de 2016

Saudade

Há tempos que não vejo o teu olhar
Que conseguia tão bem irradiar
Aquela luz que me fez apaixonar
Eu cruzaria os mares a nadar
se houvesse algo pra buscar
Que fizesse outra vez
A felicidade no teu rosto brilhar
Me desculpe mas estou propenso
Ao expressar o que sinto ser intenso
Pois enquanto você chorava
Sem ver que eu me importava
Meu coração quase parava
Até que amanheceu o dia
E em ti encontrei a poesia
Tão calma quanto maresia
Tão longa quanto travessia
De um mar sem calmaria
Não deixe desvanecer
tudo o que fez florescer
eu estava lá e vi crescer
e sucumbiria antes de deixar morrer
Mesmo que eu não possa dar
o amor que vai regar
novo jardim que ira brotar
Quero pelo menos
Amanhã ao acordar
Sentir teu cheiro pelo ar
E outra vez acreditar
Que teu sol voltou a brilhar
(Machado. Marco)

sábado, 5 de novembro de 2016

Frases das Provas do ENEM 2016

Minha paixão pesa como pedra
E meu coração com teu sorriso se quebra
Amo em ti os outros rostos
Que vejo quando imagino o teu gosto
Angústia é fala entupida
Como quando está de saída
Me é claro que tua ausência é uma ferida
Mas a dor já é velha conhecida
E essa nunca está de partida
É apenas em delírio que vejo
O momento em que sacia meu desejo
Me abraça e me cala com um beijo
Frases de separação
De teste e lamentação
Me remetem a emoção
Do vazio do coração
(Machado. Marco)

Martírio

Mártire
Que sofre as dores calado
Queria eu estar ao teu lado
E dizer que não tens que viver isolado
Pois o belo de ti eu sei que está guardado
Sofre então as dores do mundo
Não somente da nossa natureza
Por um mês ou apenas um segundo
Aquela que é divina beleza
Lhe imputa tamanha tristeza
Ator
Intérprete de um personagem
Jogando aquilo que sente à margem
Dá vida sem alma à imagem
Aquela que sonha não ser apenas miragem
Tudo mentira, diga-se de passagem
Mártire
Pense com carinho
Fazemos nosso próprio caminho
Sei porque você quer se isolar
Tentando esconder que você também sabe sangrar
Mas não esteja sempre sozinho
Me deixe ficar aqui pertinho
Eu nunca vou querer partir
Não sem te ver verdadeiramente sorrir
Então me deixe te falar porque estou aqui
Para suas lágrimas secar
Quando se pôr à chorar
Seus medos acalmar
Quando se pôr à gritar
Te envolver e abraçar
Quando sentir que vai despedaçar
Pois não há ferida que não possamos curar
Ou doença que não possamos tratar
Mas você precisa estender a mão e tentar
E assim então temos um laço
Criado no sorriso e no abraço
(Machado. Marco)

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Minha Própria Ilusão

Você tão perto
Me questiono o que é certo
Pois quando nos cruzamos
Eu sinto que nos afastamos
E quando você sorri
Vejo meu mundo se abrir
Então como podemos dar tão certo
E deixarmos tudo tão aberto?
Não existe eu e você
Mas eu estou a mercê
Da ambição de te ter
Pois nunca deixei de te querer
E não existe você e eu
Tal como nunca me prometeu
Enquanto tudo que havia cresceu
Ao passo de que aqui dentro morreu
Mas ainda morto eu guardo
Frases e cenas do passado
Uma linda pequena parte
Mas uma grande obra de arte
Pra que eu ainda possa ver
Quando for preciso amanhecer
Quando for preciso perceber
Que eu não tenho motivo pra ser
Enquanto crio rasões pra querer
E minha mente faz parecer
Que apenas para viver
Me é necessário te ter
(Machado. Marco)

O Trovador

O mundo perdeu a cor
Ou ele nunca esteve colorido?
Pois pensei que era amor
Mas na verdade eu havia morrido
Eu imaginei com ardor
O que nunca tinha existido
Cantei e bati no tambor
Quando percebi que nenhum som tinha saído
Foi fácil pra você fingir nunca ter visto?
Ou realmente não estava brincando?
Nunca foi tão claro que queria dizer isto
Quando ignorou que eu estava te amando
Aparecer pra bater, sorrir e correr
Não são canções de maldizer
E surgir pra te olhar, sofrer e chorar
Não quero nem pensar em acreditar
Que essa tão sufocante dor
Seja também uma canção de amor
(Machado. Marco)

Um Dia No Passado

A noite caiu
E eu junto a ela
Pensando naqueles dias em que tudo era colorido
A música tocou
E eu dentro dela
Lembrando de como tudo aquilo sumiu
O cigarro apagou
Sou eu, a lua e ela
Juntos por tanto tempo que me sinto febril
Mas se um dia um final feliz eu encontrar
Eu espero que você possa lembrar
Que um dia eu te ofereci um lar
Onde pudesse sorrir e chorar
Brincar e pensar
Transar, falar e deitar
Mas o destino mudou
E o nosso amor o vento levou
E o tempo que poderíamos ter tido tudo
Se perde agora em um abismo profundo
O passeio terminou
E agora eu descanso
Feridas abertas que ao menor toque ainda sangram
O Café esfriou
E agora eu sinto tanto
Uma bile amarga carregada pelos pés que sem destino andam
Não se entende o amor
Quando cercado por insensível
Cheio de riscos pudor
(Machado. Marco)

Final

Estar ali
Pra ver sair
E apenas não Sentir
Eu simplesmente assisti
Você a cair
De olhos vendados
Pescoço quebrado
Querendo chorar
Pensando em gritar
Mas antes de tentar
Caiu ajoelhado
Outra vez humilhado
E aceitou de bom grado
Ser pisoteado
Pelos pés de seu amado
Olhando pra cima
Implorando à ninguém em especial
Uma morte limpa
Ou um corte brutal
Poderia até doer
Antes de morrer
Mas indo embora
Antes da aurora
Não mais lhe faria mal
Nao seria mais sentimental
(Machado. Marco)

Lembranças Esquecidas

O que eu tenho
Pra te fazer lembrar?
Tanto empenho
Pra me fazer chorar
O que dizer
Pra te trazer pra mim?
Ou esquecer
Que isso precisa ter um fim
Pra passar tanto tempo em vão
Por uma chance em um milhão
Sonhando com lua
Te assistindo toda nua
Te beijando a carne crua
Olhando no fundo dos teus olhos
Acendendo a noite escura
E num crepúsculo como esse
Sou lentamente consumido
E em um temporal desses
Somos incrivelmente parecidos
E no teu coração 
Que não tem espaço pra que eu sobrevivesse
Sou facilmente esquecido.
(Machado. Marco)

Agouro da Ida

Ir
Vir
Levar
Trazer
Refazer
Ter
Ver
Crer
Escrever
Olhar
Pensar
Recriar
Dar
Tirar
Recolocar
Amar
Matar
Chorar
Querer
Sofrer
Não ter
Morrer
Recobrar
Recomeçar
Lembrar
Um segundo de vida
Há um século a tua ida
Uma alma banida
E uma empresa falida
Um lâmpada queimada
E um carpete na entrada
Luz no olhar entrelaçada
Uma mão apertada
Mais um grito no escuro
Nem pensar no futuro
Um abraço inseguro
Um desejo e um sussurro
É agouro temido
Escutar o gemido
De interior florescido
Em um coração partido.
(Machado. Marco)

Aprender a amar

Agora você sabe
De tudo que não foi dito
Mas tudo o que lhe cabe
Que pra você não foi escrito
Você vê agora
O que pra outro é constante
Você ri e chora
E não vê naquele instante
Onde realmente mora
Onde realmente é importante
Você sente então
À luz do sofrimento
Um aperto no coração
Esse doloroso sentimento
De estar naquelas mãos
E não sentir o acalento
Mas não se sinta culpado
Por ter acreditado no amor
Você não estava errado
Em colorir o incolor
Apenas não percebeu
Apenas não se deu conta
Que o jogo não era teu
Que a vontade só tinha uma ponta
Você gasta energia
Pra provar o irreal
Você finge alegria
Você esbanja euforia
Você ri durante o dia
E de noite passa mal
Olha para as estrelas e a lua
E elas refletem sua tristeza
Te mostram a verdade com clareza
Mas você ainda continua
Mesmo que já saiba com certeza
Que não podes ter além de nua
O profundo do corpo com imensa beleza
Então vamos continuar
Eu vou te acompanhar
Porque esse tempo vai chegar
E alguém vai nos mostrar
Um dia em algum lugar
Nós vamos aprender a amar
(Machado. Marco)