Jogral Sem Identidade

Jogral Sem Identidade

domingo, 6 de novembro de 2016

Saudade

Há tempos que não vejo o teu olhar
Que conseguia tão bem irradiar
Aquela luz que me fez apaixonar
Eu cruzaria os mares a nadar
se houvesse algo pra buscar
Que fizesse outra vez
A felicidade no teu rosto brilhar
Me desculpe mas estou propenso
Ao expressar o que sinto ser intenso
Pois enquanto você chorava
Sem ver que eu me importava
Meu coração quase parava
Até que amanheceu o dia
E em ti encontrei a poesia
Tão calma quanto maresia
Tão longa quanto travessia
De um mar sem calmaria
Não deixe desvanecer
tudo o que fez florescer
eu estava lá e vi crescer
e sucumbiria antes de deixar morrer
Mesmo que eu não possa dar
o amor que vai regar
novo jardim que ira brotar
Quero pelo menos
Amanhã ao acordar
Sentir teu cheiro pelo ar
E outra vez acreditar
Que teu sol voltou a brilhar
(Machado. Marco)

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