Jogral Sem Identidade

Jogral Sem Identidade

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

UNIVERSO

O meu mundo é completo
Há tanta vida se fazendo em mim
Nesse eterno renascer
Memórias que recriam o amor
A dança cósmica do universo que habita aqui dentro
Orbitando a tua estrela
Assim somos microcosmo de um todo que é uno
Na desconexão não vejo a tua luz que nunca deixou, nem sequer por um segundo, de iluminar o meu viver
Pois que vida haveria de brotar em mim sem saber do teu sorriso?
Nada haveria para ver no profundo dos meus oceanos sem teu brilho a refletir sobre a lua que me cuida
Ou mesmo que água haveria de regar a vida sem você?
Tudo seria tão congelado quanto a nuvem de detritos onde nada habita ou pretende respirar
Só você é a razão de ser desse universo infindo que se expande no meu peito
Sem tua luz sobre o meu mar não haveria mesmo o ar pra respirar
E de que valeria respirar se a cada trago de vida não houvesse a razão que é você?
Pois penso em você e logo existo
E sem que você exista, eu desisto.
O amor é um curioso elo para esse nosso universo que se recria a cada dia 
Seguimos orbitando em sua gravidade 
Percebendo a alegria até mesmo na saudade
Eu aprendo todo dia o que nunca foi segredo
A distância entre nós é a distância de um dedo
E o único ciclo ilusório é que se finda com o medo
Pois o amor o preenche como a luz se expande sem limites em si mesma pelo universo absoluto.
(MACHADO. Marco)

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Agora

Meu Deus não é cristão 
Ele é crístico 
Meu amor não é em vão 
Ele é cíclico 
Minha paz não é produto
É consciência 
Minha casa não tem muro
É vivência 
As polaridades se revezam na escola
Então é hora de aprender
Quem não está aprendendo está sempre ensinando
Quem não está se percebendo está sempre procurando 
De dentro para fora, de fora para dentro
O futuro é projeto e o passado é conhecimento
Tanto o medo quanto amor é onde está meu pensamento  
O maior presente, realmente, o momento do perfeito é o tempo do agora.
(MACHADO. Marco)

terça-feira, 1 de abril de 2025

Pégaso Negro

Quem nunca viu uma tempestade?
Ou nunca se sentiu assim pela metade?
Tiveramos tido antes a chance de ver ou gritar a verdade?
De verdade não há brincadeira com fogo em que algo não termine carbonizado 
Com sinceridade talvez soubesse que alguém certamente sairia machucado
É a dança da vida nas águas da chuva
São as sombras vividas no calor da doçura
Quem é você que acredita saber sem tentar o que há pra viver?
Se o amor fosse um rio amar então não seria um ardil
E ele não é? 
Se penetrar ao saber da transcendência olhará com clareza a pureza da tua essência
De Jung à sabedoria do Tao
Canções continuam a te dar ferramentas para aniquilar do que te fizeram podado
Vem a galopes alados em rumo ao meu coração 
Cravei-te aqui mesmo em minha mão
Meu Pégaso negro você não é mal
É a pedra fundamental do meu reino celestial 
(MACHADO. Marco)

terça-feira, 25 de março de 2025

Prova Shakespeariana

Pois já sabendo do absurdo da hipocrisia que assola a humanidade resolvi quebrar essa cadeia e viver com verdade
Quando o sol brilhou eu fui ao céu aberto e pedalei sob seus raios por quilômetros sem fim
Quando caiu a noite eu me sentei sob o luar e apreciei o que cada estrela tinha a me ensinar
Quando choveu eu não corri para baixo de um teto e me escondi, eu dancei e deixei o pranto com rio sob os meus pés se confundir
Estou agora mais certo do que já estive antes de que quando disse "eu te amo" não era como outros ditos de rompantes
Um sopro de vida costuma deixar marcas sobre a terra
Marcam as provas de que a vida é realmente bela
Provar é senão o ato de viver e de amar
Prove, prove-se, pois não existem provas de que haverá um amanhã para provar
(MACHADO. Marco)

segunda-feira, 24 de março de 2025

Amar é morrer

Quando o mar encontra o sal e salta dos meus olhos faz-se chuva e eu sou paixão 
A lua se esconde atrás da terra para fugir dos raios do nosso sol mas eu sigo vulcão
O tempo passa e a vida segue entre belezas e desafios e eu me ponho em tuas mãos 
Eclipsados sentimentos, maré cheia, rio selvagem e seus rebentos
Alinhamento planetário, sapiente, senciente, não me faz menos otário
Arrogante, prepotente e não menos visionário
A tira colo está a arma com que tiro a vida de mais um mortal
Seja ele bom ou mau, não faço conta da moral
Sou eu mesmo um maldito homem vil, desgastado à obrigação de ser gentil
A procura de uma suposta redenção
Cumprindo a pena de carregar um coração
Sem me permitir desumanizar sou austero e irredutível
Não saberei não ser errado pois acho isso inconcebível 
Sou a fúria dos mares dos amores e vim apenas para matar
Amarei até que morte me abrace ou me tire pra dançar
(MACHADO. Marco)

domingo, 23 de março de 2025

Via de regra

Ouça comigo os acordes desse violão quase sem cordas
Ouça a mensagem nas entrelinhas do silêncio que transborda
Veja a essência do ser que se apresenta 
Nenhuma delas disso está isenta
Tome para si uma verdade, um caminho para caminhar
Pode ser a mentira que alguém julga para se auto afirmar 
Pode ser a contra corrente de um fluxo que insiste em definhar
Pode ser que você sinta que sentir é o que está a te maltratar
Pode ser até que esteja certo quanto a isto
Mas que outra opção lhe resta se não corresponder a sutileza de algum Buda ou talvez Cristo?
Vai andando que eu te alcanço no caminho, só vai
Eu sei que o fio que nos entrelaça foi tecido pelas mãos que determinam o que nunca se esvai 
E todas essas verdades são apenas mais do mesmo para o necessário todo dia
Um vai e vem de quem foi pra onde dizia que jamais iria
Ama o que é para explorar a missão de ser
Ame o que incita o amor pelo viver
Assim expande a via que, via de regra, te via e aplaudia a renascer
(MACHADO. Marco)

domingo, 9 de março de 2025

Sem Pressa

Não tenho pressa de chegar
Tenho pressa de viver
Não tenho pressa de chegar pois sei que não no fim desse caminho nada há a me esperar que não a inerente vontade de parar para descansar
Mas parar de viver para descansar não me traz o conforto do descanso da chegada
Meu descanso é então caminhar no meu viver até que com ele eu conviva em simbiose perfeita
Pois não viver na espera da chegada abre portas para o presente manifesto e eu quero aqui estar, desperto, para ver não o que foi ou o que virá, mas o que está por perto.
Deixe-me ir preciso andar, vou por aí a procurar, sorrir pra não chorar
(MACHADO. Marco)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Canoa ê

O amor faz a gente mudar
Faz a gente arriscar 
Saltar do abismo pra descobrir em si o poder de voar
O amor gera força na mente, no corpo e no olhar
Gera a vida que a gente já se cansou de sonhar
O amor é a lembrança de um sorriso sincero
De um abraço apertado, apertado mas não deletério
O amor é a confiança de que conseguiremos vencer
Focado no agora e o amanhã em você 
O amor é canoa
Navega sempre a carregar um guerreiro da mata de volta pra aldeia onde pode descansar
O amor é canoa subindo o rio Humaitá 
Levando a cura num abraço da floresta Yawanawá
O amor segue seu leito de vida a transbordar 
Como as águas de um rio que correm e deságuam lá no mar
Nilo, Estige, Sena, Doce ou Paraíba, todos vem nos ensinar
Que o que corre não são águas que se vão pra não voltar 
É o tempo necessário para o nosso coração transformar
O amor é ir, deixar fluir e ancorar ao retornar
É descobrir que o que vive é o ser que veio de longe
Muito longe
Na missão de aprender a amar
(MACHADO. Marco)

sábado, 15 de fevereiro de 2025

A gente

'Agente' junto não tá certo
Mas eu sou mesmo um incorreto
A gente esteve junto pra então se separar
A gente se juntou na união do ser amar
A gente se separou pois assim parecia mais correto
Tantas vozes determinam o que é o certo e o incorreto 
Mas que acerto é este, tão errado
Que machuca tanto ao ser lembrado?
A gente junto daria certo se não estivéssemos separados
Por concepções distintas do que é certo em ser afeto
A gente junto então jamais daria certo
Você que é todo tão perfeito e eu assim tão incorreto
A não ser é claro, que acertasse em teu peito aberto
Que a gente junto é teu erro predileto
(MACHADO. Marco)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Momento Presente

No momento presente se apresentam desafios
No momento em que enfrento a correnteza dos rios
No momento presente visualizo seu rosto a sorrir
No momento minha mente é jamais desistir
No momento presente atravesso a escuridão da ausência 
Pois no momento seguinte seremos uma eminência 
No momento presente eu busco a força e a sabedoria que eu sou
Pra no momento futuro saber amar onde estou
No momento presente já reconheço que sou
Amor em construção, reconstruindo o que sou
(MACHADO. Marco)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Caminho de dor

Os prédios na orla da praia não a fazem mais bonita em sua perfeição 
O choro feito na tua tristeza não alegra o meu coração 
No caminho ainda há ausência de amor
Ainda há também a lembrança do que ficou
Há de se atrair o que se repele
Há de se amar aquele que te fere
Um ir e vir sem fim de desencontros a que chamamos viver
Um fim de tarde sem fim que se insiste em querer
Quando para ti nada mais puder ser senão tudo
Aí veremos o fim de jogo tão oportuno
Banhar me nas águas do teu mar
Tapar a goteira do rio do teu pranto
Me fazer baía onde possa enfim desaguar 
Sei que não é tão simples quanto uma simples poesia
Compreender que sofrer não condiz com o sentimento do amor que decerto queria
Mas cá estamos nós perdidos na sensação 
De estar no mesmo teto mas não pisando no mesmo chão
Mesmo assim o que ainda é, de tudo, o mais incrível 
É que apesar de todos os pesares, deixar de te amar é algo impossível
(MACHADO. Marco)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Verdades Póstumas

Um pouco de fricção 
Uma porta à solução 
Um pouco desse fogo, desse vento
Um tolo a ver navios, sedento
Olha quem vem lá é miração, absurdismo
Encantaria de floresta não é turismo
Eu digo ao vale que meu valor é único 
Ele me responde que não sabe quem sou
Ora mas que afronta desmedida
Exigir determinação sobre a água fluída
Se fui o todo ou nada agora nada mais importa
Pois ao te dar o todo nada mais me sobra além de ser para ti uma nuvem gasosa e chorosa e que logo se esvai
Como o amor que brota de ações de menos e palavras demais
Pode ser que sejam apenas palavras sobressalentes
Mas a escuridão do desprezo, a mentira fluorescente
A palavra é brincadeira de poeta
Diferente pois nunca se aquieta
Mas do olhar a ação eminente 
Essa, meu amor, essa nunca mente
(MACHADO. Marco)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Caminha Menino

A estrada tem um segredo que não posso te contar pois não se entende no contar
Empiria é o ato de viver e de amar
À cada subida e a cada descida sou grato
É a força do saber inato
A lembrança do sorriso do mulato dá sequência ao grande ato de viver
De sorrir e agradecer 
Enquanto canta o passarinho
Olha só tanta beleza no caminho
Uma palavra de sabedoria 
Eu vi na mesa da cigana que hoje é um grande dia
Caminha menino
O amor tá no caminho
E te espera num abraço de carinho
Perdoa teu irmão 
Ainda cabe mais amor no teu coração 
Perdoa a ti mesmo
Que aí então vai ver o que eu vejo
Te beijo na largada
Te encontro na chegada
Te desejo na estrada
Vivo em ti na caminhada 
Na tua forma alada
A que brilha aura sagrada
(MACHADO. Marco)

Mãe

Mãe 
Microcosmo da mãe terra
Representação fiel do amor que preenche o universo 
Única e universal, essencial fonte de vida para todos os homens 
Teu amor é a origem da vida
Tua vida é a origem de tudo
Cachos de cabelos cacheados como cachos de cachoeiras cantando a beleza sem igual da tua santa cascata cor preta
Nenhuma outra beleza alcança a pureza do teu sorriso
Nenhuma outra canção que os poetas cantam pra nós tem o mesmo encanto e magia da tua voz
Magia das bruxas curandeiras ou canto dos pássaros
O canto das águas por entre florestas preservadas
O canto das araras ou dos bardos mais competentes
Nenhum tem tanto poder quanto tua palavra onipotente 
Mas nenhum desses também de mãe é ausente
E é na beleza de tudo isso que o amor de mãe se faz presente
Quanto mais do mundo conheço 
Mais de te ti o mundo me apresenta 
Quanto mais de mim reconheço 
Mais ainda teu amor me sustenta 
Mãe
Macrocosmo do todo
Na mãe tudo é gerado
Pela mãe tudo é amado
Tudo que existe tem mãe 
E só por te ter como a minha sou privilegiado 
Eu te amo e te canto com amor
Eu te honro e te adoro com fervor
Compreendendo que mamãe é, se não, o maior dos dons do nosso senhor
Feliz aniversário minha mãe 
(MACHADO. Marco)

sábado, 25 de janeiro de 2025

Choro no Estrada

Querer é a sina do bem viver
Tanto que eu quis você
Pelo tanto que eu quis te ter
Hoje me vejo morrer
Mas a estrada me pede para seguir
Enquanto eu peço para ela cuidar de ti
Parei para ver a chuva passar
Tal tempestade que custa cessar 
Te vejo nos olhos da criança no mar
Te canto na poesia do luar
O céu estrelado é o teto da minha esperança 
É o mesmo que viu o brilho da nossa aliança 
Eu sigo adiante tentando encontrar o meu lar
Pois só eu mesmo sei para onde não devo voltar
Buscando o que está por mim a esperar
Enquanto enxugo meus olhos que não param de chorar
O ciclo encerrou mas ainda há uma parte dele em mim
A parte que me parte nas andanças de uma estrada sem fim
(MACHADO. Marco)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Esperança

O que é meu?
O que é seu?
O que é nosso?
O que é deles? Daqueles?
O que está em minha posse? Isso ou aquilo? Talvez este celular em que escrevo? 
Talvez a minha querida bicicleta?
Mas tudo aquilo que pode ser tirado de mim não posso considerar realmente meu, mas posso e devo ser grato por poder utilizar a meu favor enquanto me for possível e agradável.
Mas então o que é meu?
A minha mãe ou minha filha, minha irmã minha menina? mas o que sobraria para elas então se subjugadas a serem o que eu desejo que sejam? Nem ao menos me sobraria tempo pra pensar o que espero ser em mim. Não, não é esse o fim em harmonia ainda...
Meu então seria apenas o meu corpo? Mas nem isso, pois ele está em uma constante batalha de si contra si onde naturalmente morrerá mesmo votando pela melhor sorte de uma vida longa e plena, é claro, pois todo ciclo termina
O que é meu então talvez seja unicamente a esperança, a esperança de que nada disso me aconteça
(MACHADO. Marco)

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Confiança e Reconquistar a Confiança

Confiança e reconquistar a confiança são suas coisas que doamos de coração 
A primeira, respectivamente, é doada no início da relação, para que a verdade esteja contida em todas as ações para a irmandade surgir na frequência do amor incondicional 
A segunda, reconquistar a confiança, infere que ela foi perdida, que algo foi quebrado, que há desarmonia e ilusões se formando, gerando dor e conflito, e para a confiança perdida o única medicina é o perdão.
Não mais adianta apenas reverter a causa, mas recomeçar a relação em respeito e reconhecimento, compreensão e libertação do passado, tudo isso em uma  frequência uníssona do amor incondicional.
Uma ilusão é a consequência da desarmonia das vibrações da mente, que podem ser causadas pelos mais diversos fatores, desde as substâncias sintéticas que se utiliza para anestesiar a dor até a forma-pensamento não concretizadas, essas causam angústia e dor física, fazendo o corpo até mesmo definhar.
Daniel Gomes, psicoterapeuta junguiano, escreve em sua análise
"A questão toda é que mesmo no isolamento, graças a Deus, existe a sabedoria do divino em nós e que sempre, cedo ou tarde, de forma serena ou na forma de uma doença fisiológica ou mental irá nos empurrar para fora deste isolamento e coloca fim nesta fuga que empreemos. Esse empurrão, muitas vezes, é uma batalha que dura dias, semanas ou meses, mas inevitavelmente acontece e cabe a nós entender ou buscar ajudar para entender a razão a qual tudo isso acontece em nós; cabe a cada um buscar o significado deste episodio na sua própria vida.  
Não é fácil recuperar confiança perdida, mas impossível também não é, pois somos manifestações da mente de Deus e nada está fora do lugar
Assim sendo, qualquer cura que precise ser alcançada necessita, necessariamente, começar de dentro pra fora.
(MACHADO. Marco)

Lembrança do eterno

Eu me pergunto se ainda quero lembrar do teu abraço
O qual me lembro tão bem
Tão terno e seguro como mais ninguém tem
As vezes me lembro dele pela tarde
Do cheiro de construção 
As vezes me lembro da sorte
De ver o amor no meu irmão 
Desperto disposto
Tranquilo e sereno
Ambíguo combatente 
Mas não nos encaramos de frente 
Quando viu dentro de ti teu encontro com tua alma gêmea 
E soprou para o enfim depois que eu errei a senha
Mas ora, não se pode ganhar todas
Guardo somente então aquelas poucas
Numa lembrança do eterno
Sem pensar que não deu certo
Porque deu, está e dará 
Enquanto por aqui eu estiver
Mesmo se você não quiser
Eu continarei a somente te amar
É só como aprendi a te ter
Sabendo que és uma parte de mim
Não deixaremos de ser assim
Então pra sempre te agradecer 
(MACHADO. Marco)

domingo, 5 de janeiro de 2025

Sorte?

Tudo é parte do que sou
Alguma parte do que sei ainda existe no que sei que te tornei ao ser contigo o que poderíamos ter sido se tivesse sido para mim o que fui para você 
No torpor de uma floresta defumada eu criei ondas navegadas por belas e pomposas velas mas convés e proa quebradas
Como se velejando ao mar bondoso das Américas
Meu coração viaja pela época em que teu sorriso era a verdade do meu dia de domingo
Hoje eu beijo o mar enquanto fito o teu olhar entre o cheiro salgado em minha pele e o loading da internet 
Bolsas, sonhos e ilusões
Resultam da apagar das nossas conexões 
Onde só me resta o trabalho sem descansar
Descansar somente em ti no leito de morte com os bolsos cheios de sorte
De encontrar o amor nas florestas do norte
(MACHADO. Marco)