O que é meu?
O que é seu?
O que é nosso?
O que é deles? Daqueles?
O que está em minha posse? Isso ou aquilo? Talvez este celular em que escrevo?
Talvez a minha querida bicicleta?
Mas tudo aquilo que pode ser tirado de mim não posso considerar realmente meu, mas posso e devo ser grato por poder utilizar a meu favor enquanto me for possível e agradável.
Mas então o que é meu?
A minha mãe ou minha filha, minha irmã minha menina? mas o que sobraria para elas então se subjugadas a serem o que eu desejo que sejam? Nem ao menos me sobraria tempo pra pensar o que espero ser em mim. Não, não é esse o fim em harmonia ainda...
Meu então seria apenas o meu corpo? Mas nem isso, pois ele está em uma constante batalha de si contra si onde naturalmente morrerá mesmo votando pela melhor sorte de uma vida longa e plena, é claro, pois todo ciclo termina
O que é meu então talvez seja unicamente a esperança, a esperança de que nada disso me aconteça
(MACHADO. Marco)
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