Um poema para a flor
a flor que compreende a dor
Ela sabe quando é seu tempo de abrir e cativar
mas também aceita o seu tempo de murchar e acabar
Ela entende que sua imagem marcou um coração
tal que estava cinza até então
Ao sentir a dor da pétala que caiu,
caiu no abismo e tocou suavemente o chão
e sussurrou que seu tempo havia acabado, mas ela não.
Ela não.
Ela não acabou, pois sabe que mudou o mundo
Não diretamente, não.
Pois ela não fez guerra.
Flores não fazem guerra
elas vêem dentro do escuro oriundo
e clareiam o vazio nebuloso do fim do mundo
Flores não morrem
Renascem.
(MACHADO, Marco.)
Jogral Sem Identidade
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
Flores
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