Não lhe direi para que tenha coragem
Eu sinto medo e estou à margem
Dor e ódio de mim mesmo
Culpo o amor por andar a esmo
Tristeza e desespero sentimentos sem fim
Por nunca poder lhe dar o melhor que há em mim
A que demônio sela a paixão?
Ou se apossessa meu coração
Já se tornou uma prática tão normal
Alvejar o teu amante tão leal
Já teu assassino não mais perto de vulgar
Beija-te o menino e em seus braços de pecado a embalar
Que coragem se nos resta para dar-se ao amor?
Enche os olhos a miragem dessa festa em tal calor
E direi como teu pincel em folha
"Ora, ora mas que boa escolha"
Depois disso não há mais o que perder
Se qualquer valor não vai preencher o vazio de não ter o meu motivo de viver
Ah meu coração desata a chorar
Cometi o mais vil crime de amar
Fui condenado a pena máxima
Por ter deixado você me matar
(MACHADO. Marco)
Jogral Sem Identidade
sexta-feira, 26 de julho de 2019
Amor e Crime
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