"EXUBERANTE"... Essa era a única palavra que, similar à estalos, fazia pequenos barulhos pôr toda a minha cabeça. Do parapeito, no quarto andar, só podia comtemplar aquela visão deslumbrante do pôr-do-sol. Aos poucos os contornos da serra, ao longe, ganhavam destaque, tornando-se de uma lembrança esvaiecida, à uma impotente e colossal montanha. O azul celeste e laranja incendeiam completamente o céu, neste momento vejo passáros cruzando a tela de um lado ao outro. Alguns carros já passam de faroís acesos, e o barulho pouco a pouco se mistura aos meus pensamentos. As poucas luzes que se estendem no horizonte, como um velho tapete, vão-se iluminando uma a uma, essa imagem me faz lembrar uma orquesta e até penso ouvir umas poucas notas. Por fim, acendo um cigarro e me despeço daquela visão magnífica, mas não antes de pronunciar uma última vez: "Exuberante...".
(CAMPOS. Thiago)
Jogral Sem Identidade
sábado, 17 de agosto de 2019
Parapeito
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