No escuro não enxergo a dor que sinto
Mas me encolho no canto amargo do recinto
Como um gado pronto pro abate eu espero a minha vez de não deixar evidência
Pela a rua imunda em que mora a inocência
Acalentado pelo torpe desejo de não ser
Me refugiando na alegria de querer
Não aguardo a bondade do universo
Pois ja vivo no avesso do inverso
Mas no rio da vida eu estarei submerso
Quando você ver o amor nesse meu verso
Rebote ou dor de existir
Nenhuma faz sentido não sentir
Se te vejo elas costas e observo você ir
Cuidado e vá pela sombra.
(MACHADO. Marco)
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