Respostas erradas do enigma d'A Esfinge
Recalcado em minhas próprias desventuras
Nocauteado em meu espírito pela força das paixões sem luz
Existe sim o amor incondicional
Condicionado ao desejo da experiência de viver
Um emaranhado de espinhos que considerei a minha casa
Um refúgio de dor e agonia
Um projeto de ver como liberdade as grades da prisão
Tenho sono e tenho fome
Durmo para acordar na presença que eu sou
Com o espírito faminto da sua propriedade essencial
Reconheço com razão o onírico presente
Sacode meu corpo pra acordar da ilusão
Retira o véu que impede a visão clara
Veio à minha mão o peso sombrio da decisão
Se pulei parte da sequencia, nem tudo estava errado
Vivo a dor deste luto
Mas não em luto eterno
Luto então para que o proximo passo me leve ao não mais precisar lutar
E viver, e amar, e jogar ao fogo o medo para vê-lo queimar e virar a força de um novo dia
(MACHADO. Marco)
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