Eu não acreditei no teu amor
Nem ao menos no meu
Eu te perdoo
Por tocar onde é mais frágil, onde me vejo fraco e onde matei meu discernimento em tormentosa cegueira
Maya maya eu que sou de maio também caio na maquiavélica navalha a que valho os encantos de voar no teu abismo
Maya maya eu que sou de maio ouso voar também no teu sorriso
Você sente muito eu sei
E eu te perdoo
Você se perdoe
Que eu te agradeço
Você me perdoa
E agradece
Sinto muito por não confiar que Deus é bom o tempo todo mas só as vezes e isso não é suficiente
'As vezes' não rima com 'onipotente'
Aprendi isso as margens do lago do amor onde te encontrei
Não lembrei deste amuleto ao abrir a porta que adentrei
Diz que se ama
E agradece
Eu o faço também em todas as línguas possíveis
Eu sinto muito
Vai me perdoa
Porquê eu te amo
E te agradeço
Haux
(MACHADO. Marco)
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