Jogral Sem Identidade

Jogral Sem Identidade

sábado, 3 de dezembro de 2016

Lento

Inconstante e perdido
Pedido cedido, plano mirabolante
Extenso e querido
Falho e ultrajante
Por onde passo
Lento e insignificante
Deixo no rastro
Figura e passo adiante
Como dor de parto
Em mim ou andante
Eu pinto na tela uma tragédia
Grande, triste, caos, régia
Sem mesmo pensar
Com apenas meus dedos
Tudo é claro e se dá
Venho falar dos meus medos
Pois já se ausenta baluarte
Já não tenho o todo
Mas apenas uma parte
Como posso ser incompleto?
De onde surge esse declive?
Se na forja fui repleto
Como falta o que não tive?

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