O cansaço me distrai
Na conformidade da dor
Na ausência do amor
Por tanto tempo observando
Acreditando e esperando
É possível ver agora que tudo o que fiz foi sentar e ver o tempo passando
E não como querem que eu acredite:
Belo, calmo e indolor
Mas pesado, selvagem, incansável e com notas de rancor
Não sinto falta da sobriedade
Mas talvez eu queira conhecer a saciedade
Pois cansei de engasgar por unanimidade
No amargo sumo da brevidade
Mas não há que me acompanhe para longe da cidade
Qual seria então a distância para longe da maldade?
Um passo ou uma eternidade?
O ar hoje está pesado
Frio, seco e assolador
Ele trás lembranças do passado
E este não me traz nada senão dor
Do que me esforço a não lembrar
Tanto que as vezes desisto de tentar
E fico cabisbaixo por aceitar
Que dificilmente algo vai mudar
A esperança é uma grande farsa
Mas só nos resta acreditar nessa mentira
Ou tudo mais cairia em desgraça
E tudo pelo qual ainda vale viver simplesmente ruiria.
(Machado. Marco)
Jogral Sem Identidade
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
O Peso da Ausência
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