Eu estou dentro do vazio
Submerso no mais profundo rio
Com uma única estrela a rir de mim
Enquanto continuo a descer nesse poço sem fim
Eu não o faço por querer
Mas o par que me quer ver
Continua me impelindo a ser
Que tanto melhor seria
Não estar pra ver raiar o dia
Quando forçoso é mostrar alegria
Se envolto em tons do que se mescla à tamanha agonia
E quando mais uma vez a penosa noite cai
Nem mesmo os olhos de erômeno me atrai
Pelo contrário, nem ao menos brilham
Como fizeram nos dias em que na memória se recriam
As cores fortes, vivas no meu mundo
Eu as confundo com culpados tons de preto misturados a um triste branco imundo
Não costumo mais andar de acompanhante
Notas graves de alegria estonteante
Já não me entusiasmo
Pois não vejo claridade em corpo irrelevante
Seria ingratidão desfazer-me de tudo por aqui
De tudo que já pôde me fazer rir
Desde as teclas, os toques, garrafas ou piadas com bisturi
Mas em minhas palavras há culminância
Que há muito já me convenceu
De que nada disso tudo tem a mínima importância.
(Machado. Marco)
Jogral Sem Identidade
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Sem Importância
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