Todos os sorrisos de felicidade?
Todos os olhares em igualdade?
Toda a paz da loucura?
Nebulosa, se esconde em utópica escultura
Não quer se apresentar num mundo de usura
Fadado a não ver que o todo é tortura
Ignorante por prazer não ouve o grito de desespero que murmura.
Ora, tome tento desse peito
Sofredor que não tem jeito
Se afogando no seu leito
Lágrimas são seu único feito.
Adeus amigo do azar
Não queremos mais te olhar
O teu choro é nauseante
O teu olhar é penetrante
E eu não quero mais chorar.
(Machado. Marco)
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